domingo, 4 de janeiro de 2009

Pais/Filhos a Luta de Sobrevivência de Ambos

Dizem que o Amor é o mais delicioso dos sofriementos, e é verdade, seja ele qual for o Amor.
Seja de namorados, casados ou o mais doloroso ainda, o de pais para filhos.
Este último é o Amor Eterno que nos faz de alguma maneira sofrer até chegar-mos á nossa hora de partir.(morrer).
Relativamente à mãe, o filho terá sempre (por mais que se possa tambem dizer que não)uma ligação muito mais forte porque é gerado no seu ventre, logo aí passa a existir uma cumplicidade logo nos primeiros meses de gestação.
Chega a hora do nascimento, e pela primeira vez o sofrimento de mãe pelo seu filho, começa aí.
O nascimento tão desejado, o facto de poder-mos ver finalmente o Ser lindo que estava "escondido" dentro de nós.
A Paixão, o Amor Eterno e aquela loucura de que tudo seremos capazes de fazer para proteger aquele Ser tão inocente, começa aí.
O tempo passa, como sempre depressa demais, crescem como a rapidez da luz a passar, quando nos aprecebemos, estamos num labirinto de ideias não trocadas, palavras que não foram ditas nem escritas, assuntos inacabados ou que nem sequer foram retratados.
A vida passa sem sequer nos apercebermos-nos de que os nossos filhos sem o querer se viram obrigados, por uma ou outra razão, a evoluirem intelectualmente depressa demais para as suas tenras idades.
Ao crescerem, o seu sofrimento é uma agonia sem precedentes, de que nós pais não nos aprebemos, são muitas vezes incompreendidos, sentem-se muitas vezes à margem de tudo e de todos aqueles que os rodeiam, não encontrando por isso o equilíbrio que tando procuram e necessitam, e acreditam inevitavelmente que isso nunca será sequer a resposta ao aperto, ao sufoco em que se encontram.
Procuram as perguntas onde logo à partida julgam não encontrar a resposta, dando as perguntas como desnecessárias.
Os seus objectivos de vida futura acabam eles também por passar para segundo plano, uma vez que nem sequer isso têm como dado adquirido, dado que a hipótese nunca se pôs sequer e onde a dúvida sempre esteve presente.
Dão sinais do seu desespero e incompreensão, deixam escritos para serem lidos porque a coragem para falar está apertada na garganta como se já lá se encontra-se a corda para acabar de uma vez com o desespero em que se encontram.
Sentimos que nos fogem das mãos como areia, quase que deixamos de ter o domínio da situação em que nos encontramos. O medo invade-nos tambem, o desespero penetra dentro de nós como navalhas afiadas, golpes difíceis de entender, feridas que se irão curar com o tempo, mas difíceis de suportar.
O Amor pelos filhos é sem dúvida o mais delicioso dos sofrimentos.

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